2011 poderá ser o ‘Ano da Holanda no Brasil’

Representantes de regiões que receberam holandeses aguardam Governo aprovar proposta

Reunião serviu para formalizar integração entre representantes de regiões



        Prefeitos, autoridades municipais e membros da sociedade civil de Não Me Toque (RS), Carambeí (PR) e Campos de Holambra (antiga Holambra II/SP), se reuniram na última sexta-feira, dia 25, em Holambra para discutir o projeto “100 anos da Imigração Holandesa no Brasil”, que será comemorado daqui a dois anos. Durante o encontro foi anunciada a possibilidade de 2011 ser definido como o “Ano da Holanda no Brasil”.

        Conforme informou a assessoria da Prefeitura, o projeto do centenário precisa passar pela avaliação das bancadas no Congresso e aguarda uma aprovação do Governo Federal para a concretização da proposta e, consequentemente, a liberação de recursos do Ministério do Planejamento para o custeio dos eventos comemorativos. Durante a reunião, a prefeita Margareti Groot (PPS) falou sobre a importância desta integração entre os municípios e valorizou a cultura holandesa em Holambra.

        Na reunião, o chefe de Gabinete da prefeitura de Carambeí (PR), Maurício Bernardo, explicou que a iniciativa das festividades do centenário partiu da Associação Parque Histórico, de Carambeí. “Através de registros contratuais, a cidade comemorará em abril de 2011cem anos de imigração holandesa no Brasil”.

        Para a data festiva o município iniciou a construção de um parque temático sobre a imigração holandesa. Bernardo falou do trabalho que será feito na mídia e junto às empresas dessas regiões que receberam holandeses.

        O presidente do Museu Histórico de Campos de Holambra, Antonio Eltink, acredita ser importante utilizar a imagem do violinista holandês André Rieu – que estará em setembro do ano que vem no Brasil – para a divulgação do centenário, juntamente com um casal de holandeses para as coreografias de suas músicas. “A conquista deste projeto só será possível com o apoio e a união das comunidades holandesas e das autoridades”, ressaltou.

        De Não Me Toque (RS) estiveram presentes também na reunião a vice-prefeita, Teodora Lütkemeyer, o secretário municipal de desenvolvimento, Jair Seloma Kilpp, o presidente da Câmara Municipal, José Luis de Souza, e o presidente da associação, Harrie Stapelbroek – todos de Não Me Toque.

       Representando Campos de Holambra estavam Johannes Cornelius van Melis e Thiago de Almeida. De Holambra, além da prefeita Margareti Groot, participou também do encontro o presidente do Museu Histórico e Cultural, Jan Derks.

       

Projeto holambrense


        A prefeita disse que Holambra também elaborou um projeto para as comemorações do centenário. “Montamos nosso projeto baseado em um hábito do povo holandês que é o de andar de bicicleta. Queremos fazer uma ciclovia que passará por praticamente toda a cidade – área urbana e rural”, adiantou a prefeita.

        Segundo ela, a expectativa é que o Projeto Ciclovia estimule o turismo para desenvolvermos um novo conceito chamado Cicloturismo. “Queremos fazer um trabalho de divulgação da Ciclovia para atrair turistas da região interessados em passear com sua família aos finais de semana, fazendo um roteiro de bicicleta que passe pelos principais atrativos, mantendo as tradições holandesas e misturando lazer e cultura”, completou.

        O projeto, de acordo a diretora municipal de turismo, Jacqueline Simões, já recebeu a aceitação dos líderes políticos no Congresso. No último dia 16, os projetos de região que recebeu imigrantes foram apresentados em Brasília, durante jantar com deputados federais e estaduais, senadores e autoridades municipais.

        Jacqueline explica que o projeto da Ciclovia vinha sendo discutido entre os membros do Conselho Municipal de Turismo (Comtur) e que já existia um pré-projeto elaborado pelo Departamento Municipal de Obras. “Os recursos para a realização das obras e dos eventos culturais comemorativos aos 100 anos de imigração serão dos governos federal e holandês”, destacou.

        Em Holambra ainda falta formar uma comissão para tratar especificamente do Projeto “100 anos de Imigração”.

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