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Escolas
definem textos para a olimpíada de Português
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Receita
de Morada, A Mudança e Holambra não cheira flores foram
os textos selecionados pela Comissão Julgadora Municipal
para representar a cidade na Olimpíada de Português.
O primeiro
texto, escrito por Heros Henrique Gonçalves Toledo, da 4ª
série do Jardim das Primaveras, apresenta Holambra a partir
de uma poesia. Já Tiago da Silva, da EMEB Parque dos Ipês,
venceu na categoria Memórias e o texto de opinião foi escrito
por Bruna Carla de Oliveira, da Ibrantina Cardona.
Para cada
texto selecionado, explicou a diretora da escola Primaveras,
Silvana Mara Campos, foi enviado um texto suplente e os
vencedores foram Isabela Paulino Menendes, da 5ª série do
Parque dos Ipês com a poesia “Flor Holambra”, Jéssica Olmedo,
do Parque dos Ipês, com o texto de memória “Minhas Lembranças”
e a aluna Amanda Suellen de Oliveira, da Ibrantina, com
o artigo Holambra, uma mistura que deu certo.
A diretora
destacou que os textos selecionados concorrerão em nível
Regional, Estadual e Nacional. A premiação em nível Estadual
classificará 500 alunos e cada um receberá uma medalha de
bronze e uma coleção com cinco livros. O professor receberá
uma medalha de bronze e um livro. A premiação Regional contará
com 150 classificados que receberão medalha de prata e um
aparelho de som portátil, mesmo presente que será enviado
ao professor, além da escola e o município receberem uma
placa. Já a premiação Estadual entregará aos ganhadores
uma medalha de ouro, um microcomputador e uma impressora.
O professor também receberá os mesmos prêmios e escola será
premiada com um laboratório de informática com 10 microcomputadores,
uma impressora e livros para ampliação do acervo da biblioteca.
Já o município receberá um selo concedido pelo MEC.
A Comissão
Julgadora Municipal da Olimpíada de Língua Portuguesa contou
com a participação da coordenadora pedagógica da EMEB Parque
dos Ipês, Suzelaine Aparecida Tomazi Nijenhuis, a professora
Sandra Maria de Oliveira, a diretora Silvana Mara de Campos
e a vice-diretora da Ibrantina, Sheila Mara Arnault. Os
textos foram avaliados segundo os critérios de cada gênero.
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"Poesia
Vencedor do Município"
Receita de Morada
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Andar
de bicicleta, chegada de atleta, ganhar o tetra.
Ler
um bom livro, brincar com amigo, ver pelo vidro.
Ir
à Expoflora, conhecer sua flora, não querer ir embora.
Família
reunida, desfolhar a margarida, sentir-se querida.
Conviver
com imigrantes, aprender todo instante, num saber
constante.
Entrar
pelo portal, muito especial, não tem igual, sentir-se
imortal.
Cantar
no chuveiro, comer um brigadeiro, beijar um solteiro.
Cheiro
de chuva molhada, na madrugada, manhã ensolarada.
Prazeres,
valores que só sinto na morada das flores.
Heros
Henrique Gonçalves Toledo, EMEB Jardim das Primaveras
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"Poesia
Suplente"
Flor Holambra
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Suada
com dores
Hoje
é Holambra
Com
seus amores
A
cidade das flores
Não
tenho porque sair
Não
tenho porque partir
Você
é minha cidade
E
gosto da sua liberdade
È
cheia de turistas
Muito
alegres
Que
são humoristas
Moro
em um lugar
Onde
posso amar
E
posso brincar
EMEB
Parque dos Ipês, Delfina Aparecida Tagliaferro
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"Memórias"
A mudança
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Vou contar uma história
de um fato que marcou a grande mudança da minha vida,
do sertão para a cidade grande. Eu morava no estado
de Pernambuco com minha família. Lá morávamos em uma
casa de pau-a-pique toda revestida de barro.
A
vida era muito precária, mas mesmo assim nós éramos
felizes. Desde pequenos nós trabalhávamos na roça
meus pais sempre diziam que mudaríamos de vida, assim
que mudássemos para São Paulo e lá conseguiríamos
uma vida melhor.
Com
o passar do tempo conseguimos o dinheiro para viajarmos
para São Paulo, nós ficamos tristes com a despedida
de nossos amigos, mas logo ficamos felizes com as
mudanças em nossas vidas. Quando chegamos a São Paulo
ficamos assustados com tantas coisas diferentes, com
as pessoas e com seus acessórios de sobrevivência
que eles usam no seu dia-a-dia, mas o que me encantei
mais foi com a lâmpada, nós estávamos acostumados
com a lamparina, mas foi muito divertido quando o
meu irmão apertava o interruptor todo mundo dava gargalhadas.
Hoje
eu tenho 65 anos, e essa mudança transformou a minha
vida para sempre, não só porque a minha vida melhorou,
mas porque eu pude dar melhor qualidade de vida aos
meus parentes e filhos.
EMEB
Parque dos Ipês, Tiago da Silva
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"Suplente"
Minhas lembranças
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Nasci
no final da 2ª guerra mundial na cidade de Andradas
em Minas Gerais.Eu e minha família morávamos em uma
fazenda onde lindos ipês mostravam sua formosura na
primavera.
A
casa onde morávamos era simples: havia pequenos quartinhos
e uma humilde cozinha que tinha uma pequena mesa já
gasta pelo tempo.
Décima
quarta filha, minha mãe já contava com uma certa idade,então,
eu a ajudava nas tarefas domésticas e meus irmãos
iam para a lavoura com meu pai.
Naquela
época não havia eletricidade e íamos dormir bem cedo.Acordávamos
com o canto do nosso galo, que dormia na minha janela.
O
tempo passou e com ele minha infância... Foi quando
ganhei um novo sentimento, a paixão.Quando dei conta,
meu rosto estava coberto por um véu todo rendado e
meu corpo vestido com um gracioso vestido branco.
Depois
de casada tive que deixar a fazenda para morar na
cidade.
No
começo meu coração sentia falta do aconchego de casa,
do canto do galo e da orquestra que os insetos ofereciam
ao anoitecer.
Hoje,
aos 63 anos vivo sozinha com as lembranças que guardo
no coração.
EMEB
Parque dos Ipês, Jéssica Olmedo
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"Artigo
de opinião"
Holambra não cheira flores
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Holambra,
originária de uma antiga colônia holandesa, é conhecida
entre os turistas como a Cidade das Flores por causa
da produção de flores e plantas que movimentam o município,
mas entre a população holambrense é mais conhecida
pelo mau cheiro provocado pelo frigorífico e pela
fábrica de ração da Cooperativa Agropecuária de Holambra
( CAPH ) situada no centro da cidade.
A
Cooperativa responde pela produção anual de 45 mil
toneladas de frango. Por dia o frigorífico abate 75
mil aves, a maior parte delas criadas localmente.
Além da industrialização de frangos, há também a fabricação
de ração com os restos dessas aves, assim pelo menos
dois dias por semana, Holambra é invadida pelo cheiro
ruim exalado de ambos os processos.
O
cheiro desagradável nos força a imaginar sua origem,
vindo a nossa mente imagens de restos de frangos se
decompondo em pleno céu aberto, o que me causa repugnância.
Na minha opinião como pode uma cidade turística viver
uma situação dessa e não solucionar o problema?
Para
algumas pessoas, o mau cheiro significa desenvolvimento,
pois a comercialização destes produtos e das plantas
movimenta aproximadamente cento e vinte milhões de
reais, sem dúvida esse dinheiro é importante para
o município, mas penso que o cheiro ruim poderia ser
evitado com a transferência do frigorífico e da fábrica
para a zona rural, onde não perturbará as pessoas
que estão nas escolas que ficam ao lado da Cooperativa,
os que estão no centro por algum motivo ou aqueles
que estão apenas de passagem pelo local.
O
fato da transferência provoca um confronto de opiniões,
há aqueles que são contra, pois a infra-estrutura
terá que ser refeita e terá que remanejar os trabalhadores,
mas para ambos há solução. Em Holambra já temos o
exemplo do Velling que está sendo transferido de localidade
para poder ser aumentado e alcançar novos mercados,
provando que não é impossível a remoção do frigorífico
e da fábrica de ração para a melhoria da qualidade
de vida da população local e o remanejamento dos trabalhadores
é resolvido com a contratação de veículos, como ônibus
ou vans para levá-los da cidade para a nova localização,
o que em muitas empresas de Holambra já é feita.
Concluindo,
é um desrespeito nós termos que conviver com a poluição
do ar sendo que há uma solução para ele, cabe as autoridades
e associados da Cooperativa Agropecuária de Holambra
tornar isso possível.
E.E.
Ibrantina Cardona, Bruna Carla de |Oliveira- 3º B
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"Suplente"
Holambra uma mistura que deu certo
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O
lugar onde vivo é uma colônia que foi formada por
holandeses que imigraram para o Brasil durante a 2ª
guerra mundial, o trabalho conjunto com colonos brasileiros
foi muito importante, mesmo com a dificuldade para
entender o idioma, isto entrelaçou a cultura holandesa
e brasileira, formando então Holambra cujo o nome
originou-se das iniciais: Holanda, América e Brasil.
È
uma cidade que possui cerca de 10 mil habitantes.
Sua população é basicamente de estrangeiros e descendentes.
A cultura holandesa é bem interessante basta um passeio
por suas ruas para notar. Sua economia vem das flores,
do turismo e criação de animais e é daí que gera emprego
para grande parte da sua população. Também são mantidas
algumas tradições como competições e gincanas as quais
reúnem não só sua população, mas visitantes.
Holambra
é um lugar com uma ótima qualidade de vida e educação.
Mas como toda cidade seja ela grande ou pequena há
problemas, aqui não é diferente. Um exemplo é na área
de saneamento, o qual não atinge toda zona rural,
e que muitas vezes acaba despejando o esgoto em nascentes
da cidade como “a cachoeirinha”. A prefeitura por
sua vez deveria investir mais nos saneamentos dessas
áreas, com ajuda de profissionais, pois evitaria muitas
doenças e problemas ambientais futuramente.
Portanto
Holambra, ainda precisa crescer, como as flores que
aqui se desenvolvem, e para tanto há que tomar providências
para atender as necessidades da população, sem se
esquecer do meio ambiente, e desse modo continuarmos
vivendo em harmonia.
E.E.
Ibrantina Cardona, Amanda Suellen de Oliveira
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Helga
Vilela
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